segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Para reclamar disque...


Pois é, juro a vocês que antes de postar essas mal escritas linhas eu ponderei muito, afinal de contas, no “mundo” atual, qualquer coisa que você diga é motivo de represálias ou acusações sem procedência alguma, mas ponderei mesmo porque não gostaria de cometer injustiças e recorrer no mesmo erro.

Bom, percebo que uma relação entre duas pessoas serve para troca e aprendizado, logo, pela regra, pode ser caracterizada como “serviço prestado”, e percebo que, de uns tempos para cá, a qualidade do “boquete” ou sexo oral (como querem os puristas) caiu demais em relação ao que recebem em troca.

Desculpem a franqueza, mas eu aplico técnica e conhecimento e ainda presto atenção para saber se o que eu tô fazendo é capaz de surtir o efeito desejado e quando não, ali durante o acontecimento, vou mudando as táticas e as formas até atingir um que seja satisfatório à cliente, lógica, nem tudo não flores quando se trata de um toma lá dá cá, sem grandes compromissos ou aspirações, mas eu me importo...

E é isso que é foda (ou não é, sei lá...), venho percebendo que a ideia é apenas gerar fricção e calor, isso porque eu nem vou falar das performances Cirque Du Soleil! Sim, é isso mesmo que você leu, e se não se espantou é porque já está acostumado a receber um boquete daqueles em que a boca está praticamente parada em você e o restante do corpo da distinta “prestadora de serviços” percorre o infinito, se debatendo para todos os lados, e melhor, além de oscilar vertiginosamente passa a arfar parecendo um opala acelerando e faz cada careta que fica difícil não cair na gargalhada.

Poxa. Entendo que a intimidade de duas (ou mais) pessoas deve se restringir ao mundo que se apresenta ali na hora, mas é cada performance que ou você dá risada ou sai correndo com medo.

De volta ao assunto... Diante da minha solteirice congênita, mesmo eu evitando aqueles que são acrescidos de taxas e tarifas, a vida tem sido relativamente interessante, mas entrei numa fase de boquetes exóticos (para não chamar de destruidores) que parece não ter fim.

Dias desses, fui agraciado com um que tinha todos os assessórios para dar certo, porém, na hora de meter a chave na ignição, foi uma tragédia total. Me senti sendo chupado por uma escavadeira. Nunca imaginei na minha vida que um ser humano pudesse ter tantos dentes na boca, além de aqui e ali, dar uma aparada na grama, já baixa da minha região púbica. Além disso, o procedimento era de uma intensidade tão absurda que após um período eu já passei a ver as coisas como no filme Matrix, aquele em que as pessoas desviam das balas e tudo acontece em câmera lenta. Alguns amigos com os quais eu me consultei após essa ingerência corporal, me disseram que devo ficar atento ao aparecimento de luzes no quarto durante o processo...


Bom, pensei seriamente em enviar um e-mail ao Paulo Skaf para ver se rola um curso de “boquete” básico no Senai para as moças disponíveis, porque do jeito que está, tá foda...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O sexo e o churrasco


Ah vá que você não achou similaridade entre os dois temas do título, mas acredite, existe sim, em um primeiro momento podemos dizer que os dois envolvem planejamento, ação, fogo e carne, mas não é só isso não.
Dependendo da sua motivação, é possível e aplicando sabedoria e só arquitetar os dois eventos em apenas um lugar, claro, que um só se justifica com a presença maciça de amigos, conhecidos, parentes e agregados em geral, o outro, já não precisa desse ajuntamento social, com duas pessoas teremos o que chamamos de “socialmente aceitável” com menos uma ou mais de três a coisa já descamba para o ilegítimo aos olhos de alguns defensores da moral, que lógico batem a sua punheta, escondidos em seus escritórios...
Bom, a preparação de um bom churrasco caminha intimamente ligada à preparação para o coito, é necessário conhecimento razoável, discernimento, mas é importantíssimo apreciar a arte, tanto do assado, quanto do coito.
Tudo começa com a escolha do “que se vai consumir”, logico que precisa notar a aparência, tem que estar apresentável, cheirar bem e estando firme nos pontos certos e, macia nas partes mais tenras e suculentas já é o indicativo de que o churrasco será ótimo. E pelos lados do coito, garantindo também, essas qualidades, tá valendo.
Ai vem o preparo, que para alguns é a parte mais difícil, novamente, o conhecimento da causa e saber apimentar as coisas com sagacidade são garantias de sucesso, algumas embalagens demoraram a serem abertas e em muitas vezes somos surpreendidos, já que o conteúdo, mesmo que preservado no vácuo não é exatamente de primeira qualidade, então, ter os olhos bem treinados e saber escolher é essencial. E para um belo churrasco seguem-se as mesmas regras...
Conheço grandes chefs churrasqueiros que conversam com a carne durante o preparo, enquanto ela deliciosamente se entrega aos prazeres e aos temperos, sendo finalizada com arte se deixa levar a boca, ser espetada e cortada sem reclamações. Você pode usar o mesmo plano, mudando alguns tópicos da conversa, mas o princípio é o mesmo: desembalar, temperar, aquecer e espetar.
O segredo de um bom churrasco reside na qualidade do carvão e na qualidade do fogo, não adianta nada um carvão de péssima qualidade, onde o fogo não gera calor suficiente para assar o que quer que seja na sua grelha. Parece bem óbvio, mas não é, uma significativa e grande parcela não cuida do fogo direito e pensam nele apenas como uma etapa e não como um coadjuvante de peso. Um bom braseiro se inicia com um graveto e a atenção a sua intensidade é uma arte que muito poucos dominam e menos ainda sabem dar o devido valor.
Fósforo, carvão e álcool não te elegem o deus supremo das labaredas, assim como palavras ditas num grupo de amigos (e vamos combinar que a vida hoje se resume a disputas olímpicosexuais...) não vão te credenciar aos deleites do braseiro horizontal, já que ali á arte de manter o fogo acesso e queimando com qualidade e tão grande ou quem sabe mais importante do que a consumação do ato em si. Acender com antecedência, assando de longe e devagar e ir acentuando conforme a cor e umidade, não se deixe levar, achando que o tempo é igual para todas, observe e veja cada forma de assar.
E uma das grandes sacadas da vida e saber regular temperatura e distancia, evitar que  resseque e de levantar labaredas demais, o que acaba queimando, no caso no churrasco a carne e no caso do sexo, a sua moral.

Sendo assim, bom “qualquer um dos dois” prá você...

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A Saga no Funcionalismo Público - Parte 02


Garrafas são coisas que deveriam ser proibidas, o sujeito bebe mais que um fusca 74 mal regulado e quando termina, tá tão lesado que não joga a porcaria do vasilhame fora, resultando num amontoado imenso de garrafas de todos os tipos. No caso específico do “amigo” que fui ajudar, existiam algumas que estavam há tanto tempo na casa dele (se eu disser apartamento, quem conhece se liga logo quem é o indivíduo, ops... De novo... Tá foda viu, kkkkk)...

Voltando, as garrafas estavam há tanto tempo na casa dele que algumas já eram peças de decoração, outras, acredite, tinham nomes mimosos, tipo Girrafa, a Garrafa, sem falar que cada porcaria velha daquelas tinha uma história particular, desde a que ele bebeu prá esquecer alguma coisa que ele esqueceu mesmo, porque nem soube me dizer o que era, até aquela que depois de ser “profissionalmente” sorvida, teve um PT de três dias dentro do banheiro e só acordou com os bombeiros arrombando a porta do... Da residência dele...

Bom, convencido de que acumular garrafas não é lá muito higienicamente social, resolveu dar um fim e me chamou prá ajudar, armei de ir logo na sequencia do relatado no post anterior, que já não foi muito legal, sendo assim, já cheguei com o foda-se ligado... Juntamos tudo que era prá levar no Ecoponto e seguimos em frente.

Vale resaltar que o Ecoponto, DEVERIA ser o lugar onde são descartados tudo que pode, poderia ou deveria ser reciclado, poupando com isso a mãe natureza de se desdobrar em furia e com isso evitar a extinção do mais necessário de ser extinto. O homem!

Claro, como todo bom departamento público e governamental, o Ecoponto, tem lá suas regras, normas e devaneios de cada funcionário público em particular. E como criam toda sorte de entreveiros visando única e exclusivamente não realizar o serviço para o qual são pagos, é muito comum os cidadãos de bem de nossa cidade, desovarem seus descartes bem debaixo das placas de “É Proibido Jogar Lixo”...

Chegamos lá, com seis sacos de 100 litros, abarofados de garrafas e mais uns três ou quatro com toda sorte de disabores da vida particular dele. A primeira coisa que ouvimos é que tudo deveria estar separado, limpo e cada coisa ia numa caçamba diferente, tudo bem começamos a deixar as coisas no jeito, papel duma lado, plástico do outro, papelão limpo aqui e sujo ali... Deixamos tudo empilhadinho e no jeito só prá assinar alguma coisa e irmos embora felizes.

Ledo engano, primeiro, ela apontou uma caçamba que ficava no fim do terreno e nos disse que deveríamos por os papéis lá... Lá fomos nós... Voltamos e ela disse, que os plásticos deveriam ir para outra caçamba, que ficava ao lado da caçamba da porra dos papéis. Caralho, não era mais fácil já dizer onde ia cada coisa e assim poupar o meu tempo e a minha sola de sapato, e não pensem que as caçambas eram logo ali, eram pelo menos 50 metros, quase nada é verdade... Mas junta ai 50 metros vezes seis viagens de ida e seis viagens de volta... São 600 metros indo e vindo que nem uns idiotas, porque, dentro da cabeça da mulher lá do Ecoponto é assim que tem que ser, e como ela mostrou que não consegue dar duas informações ao mesmo tempo, dirá que faz duas coisas ao mesmo. Bom, percorremos os 600 metros, já suados e nos sentindo idiotas de tanto vai e vem, porque ela ficava parada exatamente no mesmo lugar e se  no caminho você desviasse de um buraco ou qualquer coisa ela já entrava em pânico achando que estava indo prá caçamba erada. Foda, odeio gente que já sai achando ao inves de ter certeza.

Ai chegou a vez das garrafas, que estavam muito mais bem empilhadas do que se estivessem numa adega climatizada. Lembrando que eram seis sacos de cem litros. Foi ai que a encarregada do Ecoponto nos disse que não aceitavam garrafas!

Que? como assim?

E ainda nos disse que garrafas só eram aceitas no Ecoponto lá da puta que a pariu, ou seja, pelo menos oito quilometros de distância, agregados aos três ou quatro que já havíamos percorrido e mais os 600 metros do vai e vem. Pera lá... Se esta merda é um Ecoponto, todos deveriam aceitar tudo que fosse reciclável, facilitando assim a vida do povo que de uma forma ou de outra precisa dessa porcaria de serviço... E outra, deveriam colocar uma pessoa “menos dislexa” pra dar informações ao público, quem sabe assim não perderíamos tempo deixando as garrafas todoas empilhadinhas e bonitinhas.

Bom, já eram 15 horas, e eu desde às 6:30 sem comer absolutamente nada, Mas juntamos nossas garrafas, que incrivelmente, não couberam novamente nos seis sacos de 100 litros e fomos embora. Como todo bom cidadão, desovamos a porcaria toda na primeira caçamba que apareceu na frente, e nela estava escrito Prefeitura do Município de São Paulo.

Realmente, vingança é um prato prá se comer frio, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A Saga no Funcionalismo Público - Parte 01


Tá! Eu sei, existem milhares de pessoas que trabalham sério, que estão ali para somar. Mas vamos deixar de hipocrisia e vamos ser diretos. Qualquer órgão governamental é, e infelizmente, sempre será dirigido por completos idiotas. Ponto final! Não nada disso, apesar de contar no seu quadro de funcionários, uma parcela significativa dos ditos servidores públicos, está lá prá resenhar protocolo, porque não se mexem nem prá fazer vento.

Dia desses acordei cedão, tinha algumas coisas a resolver e uma delas era ir até uma subprefeitura (nem vou dizer que era a de Santana/Tucuruvi) prá não criar melindres... Ops... Bom já foi...

Fui até lá, pleno horário de pico, ônibus e metrô lotados, tinha gente pendurada no ar condicionado (hahahahahaha, literalmente se segurando em nada...), mas consegui, uma hora e vinte cinco minutos depois chegar ao meu destino.. Aquele que eu não vou dizer qualé... Oito horas da manhã e ao contrário do que está escrito tanto lá como no site da Prefeitura, não tinha uma viva alma que pudesse me indicar o que quer que seja... Entrei, saquei logo uma senha de atendimento e me sentei confortavelmente, tanto quanto foi possível se sentar confortavelmente num banco de plástico duro, e lá aguardei por aproximadamente vinte e cinco minutos, até que um cidadão deu a volta no balcão de atendimento e lá se colocou. Diante de passados mais cinco minutos, fui até lá e perguntei ao caboclo qualéra a do atendimento, já que, se eu peguei a senha, deveria ter sido chamado, ironicamente minha senha tinha o número 665 (666 só consegui no Banco do Brasil, se quiser pode conferir no meu facebook...) Sendo eu o segundo a chegar, imaginei que o atendimento é continuo, prá que? Sabe-se lá.

Mas fui informado que ele não “realizava” os atendimento e que estava ali esperando porque tinha que contar “algumas novidades” para a atendente, que deveria estar em horário de café. Horário de café? No meu mundo isso dá justa causa.

Bom, porém, vamos ao que interessa... Mais dez minutos depois a atendente chegou e mais dez minutos passados, fomos, eu e a senhora atendidos, senhora esta que acredito eu, havia pernoitado na prefeitura, já que eu cheguei faltando cinco minutos para as oito e ela já estava lá e visivelmente irritada por ter que esperar. Recebi um número anotado num papel qualquer e fui orientado a ir até o segundo andar e procurar por fulano de tal, fui... Já quebrei a cara no bloqueio, não havia sequer um segurança para liberar a minha passagem, estavam todos onde? Em horário de café, quase nove horas da manhã e o povo ainda estava sorvendo a primeira refeição do dia, Levando em conta que eu, desde a noite anterior, estava sem comer deveria ficar irritado, mas tudo bem, aguardei pacientemente. Assim que o dito “controlador de acesso” apareceu, vinte e cinco minutos depois, já queria saber de antemão “o que nóis queria”, diante da minha afirmação que eu já havia dito para a simpática mocinha do atendimento o que eu queria e já havia sido orientado a vir ate: E meti o papel escrito na cara dele, e não sei por que, não me surpreendi em saber que ele nada sabia sobre ler, alegando não entender a letra e justificando de que queria saber para que pudesse me orientar em como chegar onde eu queria... Tudo bem, peguei o elevador e fui até lá... E fui atendido pela “rainha das periguetes”, vestida como se tivesse sido flagrada no carro fazendo sexo em publico e de uma educação ímpar, sai logo me dizendo: “Diz ai amigo, o que eu posso fazer por você? Por mim obviamente nada, que não seja pegar o que fui buscar e ponto final.

Pegou o papelzinho escrito e se mandou lá prá dentro, voltou quarenta e cinco minutos depois, me dizendo que não havia achado o documento, e que eu deveria ir ao andar X e falar com Y. Lá fui eu, que estava até feliz porque não ia ter que passar pela recepção novamente. Chegando lá, Y, me olhando de cima embaixo, como se eu fosse o portador da peste negra, disse que eu deveria preencher uma requisição, pagar a taxa no banco e voltar lá, depois, assim que estivesse com tudo isso em mãos. Tratei logo de por a mão na mochila e entregar prá ele exatamente o que ele acabará de me pedir prá trazer. Só ai que me dei conta de que o que interessava era “o voltar depois”, mesmo bufando, ele deu as costas e foi, imaginei eu na ocasião, buscar meus documentos. E foi mesmo, não sem antes passar na cozinha porque estava em horário de café e me deixou plantado lá, por mais de uma hora.

Voltou dizendo que lá estava o que eu queria e... Passar bem! Carai! Eu nem disse nada, fiz tudo que podia prá facilitar a vida dele levando tudo que ele pediu, não mandei ir tomar no santo cú da progenitora dos irmãos dele e ainda fique plantado mais de hora. E ele me odeia! Quem odeia ele, sou eu! Odeio ele, os pais dele, os irmão dele, os avós, filhos, agregados, cachorros, papagaios, enfim, odeio até a vizinhança onde aquela bicha enrustida mora.

Fiquei tão de cara com a atitude de moleque birrão e sem noção, que nem me desgastei esperando o elevador, desci logo pelas escadas e me mandei daquele antro de sei lá o que...


Mas não acabou ai não, sai de lá e fui direto a casa de um amigo, porque ele tinha que descartar umas garrafas, e eu havia dito que o ajudaria a levar os 6 sacos de 100 litros cheios até o Ecoponto da Vila Maria...

Mas ai é outra história e fica para o próximo post... Em breve...

terça-feira, 15 de julho de 2014

Discurso de despedida....


Minha sina é por em dúvida! Não importa o que, assim que terminam uma frase eu já entro com a deixa e pergunto: Porque? Ou, a melhor de todas: Quem te ensinou isso?
Ahhh! Seres humanos, malditos sejam em todas as suas convicções. Assim que acaba o cortejo das suas falas, entro eu, determinado a mostrar que você está errado ou não tem muito certeza do que diz. Não tem certeza nem se deveria estar de conversa comigo, afinal, quem sou eu para ter o privilégio da sua companhia e mais, ter o privilegio de aprender com suas falas... Cansativa essa sua mediocridade, com esse parlatório acéfalo, pré-moldado na inexistência da sua vida.
Claro, para mim é apenas o espizinhar, satisfazer uma amontoado de coisas engraçadas e sorridentes que tem dentro de mim, mas que insistem em dizer, sem usar palavra, que não é que eu precise ou eu queira por a prova qualquer tipo de inteligência ou a perseverança que possa estar crescendo ai dentro de vocês, Não por isso, apenas prá sentir o embaraçar dos seus olhos, o gaguejar da sua boca, buscando certezas que nem mesmo foram enraizadas nas suas convicções.
Claro, afinal suas certezas são contos de fadas, enfiados pela sua garganta desde que se conhece por gente, ou melhor, muito antes disso, apenas para manter a sagacidade e o seu lado explorador quieto no canto, sem questionar, sem se convencer de que lá fora.. Bem além da existência besta que te cerca, tem vida, uma pulsação tão grande que cada célula não vitimizada do seu corpo vai querer sair, vai querer explodir e fazer parte desta festa de vida e descobertas, mas que estão, logo ali, depois do quintal da sua vida... Onde, desde sempre se plantou medo, vergonhas, e o máximo das suas realizações intelectuais foi patronar uma ritual de fogo, nada pagão para seus vizinhos e parentes, alguns distantes, mas próximos o bastante prá não questionarem, a própria vida besta que eles construíram, tijolos por tijolos, assim como a sua...
Medo! Não, medo prá você é encontrar no corredor da sua casa algo que não entenda e que, nem deveria estar lá. Claro, num mundo quase perfeito, qual seria a entidade, que se deslocaria do além prá vir aqui, assombrar um vida já assombrada pela mediocridade, pelo socialmente correto, pelo jamais dar um passo prá frente.
Desejos, descobertas e anseios, apenas sentir o caminho pulsando no peito, pleno de incertezas e inseguranças, mas seguir adiante sem hesitar um passo que seja é para quem sabe que em um mundo, muito distante do quintal da sua mediocridade, tem vida. E ela não se aplica a você.

ET: “Quando o coração pode falar, não há necessidade de preparar o discurso.” 
                                                                                                      Gotthold Lessing

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O dia em que o ateu caiu no samba



Pois é... Uma das piores coisas que você pode fazer pela sua vida é dever “favor moral” prá alguém, e assim sendo, pode ter certeza que uma hora ou outra vão te colocar numa situação difícil de explicar...

Minha amiga Elvira, é um docinho, um ser humano de bondades e virtudes épicas, daquelas que dá vontade de ter por perto 24 horas por dia!!! Mas veja lá... Tá sempre me ouvindo, aturando e essas coisas...

Até que um dia me convidou prá ir num lugar especial. Bom, não tinha como negar, afinal somos amigos e tals, resolvi ir e numa quarta-feira, depois das 19 horas. Lá to eu na esquina, esperando por ela e por seu marido, que assim que chegaram, fomos ao tal lugar especial. Tchan, tchan!!! Me vi em pé, perplexo, dentro de um centro de umbanda...

Olha, apesar de eu ser ateu, não tenho nada contra as religiões das pessoas e muito menos em como cada um pratica a sua fé... Mas até eu ir num lugar de pratica religiosa é outra história.

Me lembro que há muito tempo atrás, no auge da minha inocência, eu trabalhava prá um cara que não valia nada, era o rei da putaria e das bebidas baratas, mas depois de um tempo passou a reclamar que tava falindo, que o dinheiro tava curto, empresa indo pro buraco e tals.

Um dia me chamou prá ir num lugar onde tinha uma mulher prometia coisas muito além da imaginação humana, e eu, jovem, inocente, solteiro e no ápice da testosterona já pensei:

Opa, putaria na conta do patrão, kkkkkkkk

Passei a noite em claro, imaginando as proezas que eu ia fazer na casa de tolerância, visualizei ruivas, morenas, japonesas, russas e suecas nuas desfilando, gemendo e fazendo aquele monte de coisas que deixam um homem beirando um enfarto.

Imagina minha decepção quando chegamos lá e ao invés de uma distinta casa de “tolerância, me deparei com uma mulher que jogava búzios, cartas e essas coisas e que tava visivelmente tomando o dinheiro dele, que ele já alegava não ter, além da mulher ser feia que nem o satanás e de não ter nem servido um “trem prá nóis bebe”... e nada de desfrute...

Só aquela tal de mãe Diná, num blá, blá, blá sonifero e acredite, depois de um tempo tomou conta dos programas de televisão e isso só fez aumentar meu ódio por ela...

Bom voltando, fui no centro de umbanda com a Elvira e confesso, que encontrei pessoas divertidíssimas lá, demos altas risadas e em cinco minutos eu já era de casa, foi quando começou o baticum.

Virge Maria, aquela batucada, dá uma grau no animo da gente, algo equivalente de ir num show do Sepultura no auge da carreira, aquilo vai tomando conta, fazendo o sangue ferver e quando você se dá conta, já tá lá (adoro escrever já tá lá... kkkkkkk), batendo palma, tentando cantar sem nem saber a letra e o melhor de tudo, tentando fazer um solo num atabaque sem nem saber do que se trata...

Bora combinar que não é minha praia, mas que o negócio tava bom, isso tava, dizem que além de participar fervorosamente da parada toda, eu bebi, dei conselhos e até arrisquei uns passos de dança em meio ao frenesi das batidas...

Eu não lembro de nada disso não, mas dizem que foi assim... Sei lá... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Sobrevivência masculina

Pois... Acredito eu que devam ter diversos livros, artigos e afins com este mesmo tema espalhados pelo mundo todo, Mas, eu sempre desconfiei que foram feitos por mulheres, no intuito, único e exclusivo de dominar os homens e molda-los a sua vontade... Claro.. Onde já se viu um livro feito para homens, onde diz: Corteje a parceria, ela será sua companheira, e “lutará ao seu lado” pelo restante da vida do casal...


Fala sério.. Primeiro, nos moldes de hoje, cortejar é o cacete, se você der bobeira, enquanto está lá aprendendo a dançar um tango para “cortejar” a moça, a fila anda e o volume de gaivotas por metro quadrado é equivalente a apoteose no sambódromo...

Ahhh, não sabe o que é um gaivota, se perdesse seu tempo lendo este blog ao invés de ler os livros de auto-ajuda para homens, escritos por mulheres, saberia.. Desta vez eu deixo passar... Leia lá...


Homem é uma bosta mesmo, quando pensa com o pinto, não reconhece nem um tsunami vindo na direção dele,  acredita em tudo e mais, diz tudo que vem na cabeça (de baixo)... Faz juras de amor eterno, desde que eterno sejam as 3 horas do período do motel e quem sabe, um repeteco, logo mais.. O que expande o eterno para uma duração de 6 horas em 2 turnos de 3 horas... Dependendo da época, pode se tornar, 9 horas em 3 turnos e até 12 em 4 turnos... Se a seca for bem grande, pode se estender por tantos períodos quanto necessário, mas serão eternos enquanto durarem...

Já com a programação de fazer juras incessantes de amor, o homem, arma a mulher de todo tipo de cerco, que SERÁ usado contra você em algum momento da vida... A máxima de tudo que disser será usado, pode ter certeza... Será usado...

Mulheres também dão sinais de más intenções, por exemplo, se ela disser que passa pela TPM, de forma serena e que quase não sente os efeitos dos hormônios no corpo. FUJA!!!

Se é assim é porque não se lembra que se transforma num monstro de 12 cabeças e 628 pernas, pronto a comer a sua cabeça, seu corpo e seus membros diariamente no período pluripolar da TPM... Já se ela disser que encarna apenas o satanás e torna a vida de qualquer ser vivo o martírio da morte por mil cortes!!!! Essa sim é prá casar..

Já que mesmo se tornando a Godzila pré-menstrual, ela tem consciência e pode acontecer que num momento de lucidez, acabe perdoando o fato de você respirar enquanto dorme.. Já a da TPM boazinha, corta seu pinto fora e serve ele para os cachorros....

O lado político do homem é o pior, promete prá cacete, cumpre muito pouco e quando perde o interesse, danou-se!!!

Mulheres estão adquirindo esse hábito também, aliás, as mulheres estão se tornando predadoras tão boas quanto os homens, senão, melhores que nós, já que ela tem a favor o poder de manter nosso sangue lá nas regiões baixas só com o olhar, e já viu né, alguns só acordam depois que dizem sim no altar!!!

Homens, hunf....

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Manifestações


Não, este post não é sobre os 0,20 centavos!!!
Na verdade fiquei encafifado com uma matéria que li sobre abandonar o veganismo porque as plantas também são sensíveis. Duvida???
http://cienciaseminal.com/2013/06/21/cientifica-noruega-abandona-el-veganismo-luego-de-demostrar-que-las-plantas-tambien-sienten/)
Bom, eu sou um cara que estou no topo da cadeia alimentar e digo mais, não faço cara feia prá nada que se apresente em forma de alimento na minha frente, claro, algo ou alguém, que eu ainda não comi, podem ser passíveis de um pré-julgamento, mas não tenha dúvidas de que eu vou experimentar.
E também existem as coisas de que não gosto, pra simplificar: quiabo e Jiló...
O quiabo não pelo sabor, mas pela textura, quiabo eu acho o equivalente a você pegar uma peça de camurça, meter um vinagrete e tentar comer.
Já a porra do jiló, não tem jeito... Só se fritar mesmo, de outro jeito, pode fazer a lista dos vegetais em extinção que eu endosso a do jiló... Eita porcaria ruim...
Acho estranho esse caminho que nós humanos estamos tomando, tudo, absolutamente tudo na maledita dessa vida é politicamente incorreto, não pode chamar gordo de gordo, negão de negão, ladrão de ladrão, não pode isso, não pode aquilo, onde é que vai parar?
Vendo que a politicamente incorreta “segurança pública” não faz nada prá nos proteger, logo, iremos todos ficar enfiadinhos em casa, rezando prá todos os santos e demônios para que nem um coitadinho de um testemunha de Jeová venha bater na porta, por que ao passo que tudo caminha, logo, logo, vai ser politicamente incorreto impedir que algum vagabundo te roube, ou até mesmo, você vai acabar sendo rechaçado por uma organização de direitos humanos por ter constrangido o ladrão na hora de te roubar, aliás, organização de direitos humanos, que não tem cara, corpo, forma, nome ou o que quer que seja, to começando a achar que isso é lenda urbana...
Agora, se logo mais, a gente não vai mais poder comer a “suculentas” plantinha do quintal, e já estão dizendo por ai que comer os bois, vacas, porcos, galinhas, peixes e tudo mais, não é correto, Vamos passar a nos alimentar de pedras e pedras vindas da lua, por que muito em breve a sociedade protetora dos minerais, vai sair dizendo que as pedras tem sentimentos e não gostam se serem cozidas, assadas, empanadas ou qualquer que seja a forma, que VÃO inventar para que possamos come-las e vão implantar as pedras da lua... Já que as terrestres são sensíveis demais...
Num futuro muito próximo, nem água vão querer que bebamos, vão dizer que a água é metódica, que não se deixa engarrafar sem antes se encher de toxinas, que é melhor não tomar uma vez que os peixes transam nela e essas merdas todas.
Quer saber, vão se foder, fiquem ai com seu blá, blá, blá, que eu vou ali na churrascaria comer um belo cupim assado (que meu cardiologista, não nos leia...) e encher o vasilhame carnal de vinho barato. Quando chegarem a conclusão de que são uma tropa de bestas com chifres, me chamem. Levo um pacotão de 50 quilos de brita pro almoço de vocês.... Toma no cú!!!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A Bunda


     Assim, lóóóóógico que se eu vejo uma boa bunda no meu habitat natural (leia-se ônibus, metrô,etc...) eu fico olhando. Afinal quem não olha??? Até quem não gosta, olha!
     Dia desses tava eu lá e entrou uma bem legal. Legal no sentido que era grande, fofinha, e dentro da calça ficava tudo no lugar, sim senhoras e senhores, existem glúteos que assim que se separam do jeans, insistem em se diluir, e causam aquele efeito bunda de elefante, sabe?  Aquele em que a bunda assume a forma triangular, ficando carnudinha em cima e cria um bico no restante... Como se estivesse apontando prá baixo...
    Bom, ai a bunda entrou e parou num lugar que era perfeito prá mim ficar olhando discretamente, sem chamar muito a atenção...
    Logo me vieram a mente todas as bundas nas quais eu tive o privilégio de “ser inserido” no contexto... E fiquei lá tendo visões dessas regiões glúteas, algumas muito boas, outras não muito, em outras a bunda era boa e o resto nem tanto, assim como, em algumas o nem tanto era bom e a bunda ficava bem a desejar. Mas a gente se diverte assim mesmo.
    Digo prá quem quiser ouvir e em alto e bom som que meus arrependimentos só se manifestam das 8 às 18 horas. Sim, sim, arrependimento FUNCIONÁRIO, fora desse horário eu deixo rolar prá ver onde vai...
     Claro, existiram diversas situações em que sofri horrores das 8 às 18, num sentimento de culpa que nem um prozac de 500 mg resolvia...
    Mas bora prá prosa original...
    A bunda é um fenômeno humano de dimensões dantescas, tanto para  lado bom, quando para o lado mal, uma bunda pode alavancar a vida de alguém e acabar com a vida de alguem também, vai do lado em que você está “inserido” na história da dita bunda.
    Uma bela bunda numa situação geográfica pequena, uma bunda de bairro, digamos,  pode por a perder casamento, namoros, amizades... Famílias inteiras ruíram, ao longo da história, por causa de uma, ou mais bundas, claro, só interessam os assassinatos, conchavos políticos, criminais, armações e situações de caos... Quem me garante que dom Pedro I não declarou a independência só porque a marquesa de Santos tinha glúteos avassaladores?
    E, ciente da distancia luso/brasileira, encanou de que, certamente algum caboclo, mais provido de conhecimento do que de prestigio, ia dar uma manutenção no patrimônio imperial, até que, vossa alteza, conseguisse retornar a terra brasilis para reivindicar o uso capião do glúteo santista.
     É pessoas, temos o péssimo hábito de jamais ver a origem dos problemas...
     Eu já estive em contato próximo com bundas das mais variadas formas, então, me sinto confortável para falar sobre o assunto de forma abrangente, neste caso do ônibus, a bunda legal, lembram? Além de me alegrar com a visão, tive momento de nostalgia, claro que nem todas as lembranças foram assim uma brastemp, mas numa soma total, foi divertido relembrar momentos privados da minha vida.
     E claro que para não fugir a regra, desliguei o se-mancol e me esqueci de que, logo acima da bunda legal (no jeans, lembre-se!!!) tinha o restante da pessoa, que já estava visivelmente incomodada com o fato de eu nem piscar e ainda fazer cara de ”bebe conforto” prá bunda dela...
    A mulher, se mordeu, fez cara de patinho (é!!! isso é outra PUTARIA que as mulheres inventaram prá encher o saco... Mas vou falar disso num outro post...) e me encarou, como eu nem tava dando conta que ela tava lá, logo acima do glúteo legal, ela resolveu me deixar sem graça dizendo algo em alto e bom som.
    Povo! Me deixar sem graça? Pode até rolar, mas a vingança é imediata, até porque, como eu já disse em ocasiões anteriores minha língua é 788 vezes mais rápida que meu cérebro, então, quando me dou conta já falei.
    Ela perguntou (e ao ônibus inteiro) se eu tava gostando do que tava vendo... E diante da minha afirmativa, disse que eu deveria investir... E claro, eu logo disse que se fosse prá pegar eu pegava.. Mas se tivesse que andar de mão dada e me relacionar com a família dela, que eu dispensava o investimento....
   Claro, praguejou em DOZE línguas diferentes, e ficou lá fazendo cara de patinho (Ahhhhhhhhhh, odeio!!!!!) a viagem toda...
    Vai entender, parece que mulher gosta mesmo é de confete...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fast Food e solidão, males que você nem pode imaginar...


Eita vida de cidade grande!!! Ainda mais com a dinâmica que o povo anda adquirindo!
Eu particularmente presto muita atenção nas atitudes das pessoas e daqui, do meu observar silencioso, vejo que todos querem estar perto uns dos outros, mas insistem em dar mais ibope a total falta de comunicação, quase não se tem mais conversas descompromissadas na fila do busão, bons dias soltos pelos dias ensolarados da cidades e tem muito pouca interação entre as pessoas, ninguém interage de forma alguma...
Quando são mulheres acham que estamos todos desesperadamente tentando come-las, seja com os olhos ou literalmente em algum cantinho por ai...  Se são homens, já olham prá quem se aproxima com aquela cara de: “Olha, eu não sou viado não heim!” Se bem que em uns 70% das situações, acredito que com uma boa conversa o caboclo senta... Mas eu não quero  nem saber... To fora... Não me interessam coisas peludas e suadas...
Bom, partindo do que eu disse ai em cima, aproveito e fica observando como os povos, no seu afã de reconhecimento e afeto impedem que todos se aproximem. Já que esse é meu habitat natural, leia-se transporte público, vejo coisas que ninguém quer ver ou fazem não ver... Pessoas que esbarram umas na outras e só faltam sair correndo prá casa, prá tomar banho, jovens que te pedem uma informação e quando a recebem saem andando sem nem ao menos agradecer, desculpas então, vichi!!! Artigo de luxo muito pouco usado em qualquer tipo de situação...
Estamos caminhando prá nos tornarmos uma sociedade extremamente unida pela falta  de reconhecimento e afeto, seja pessoal, profissional, familiar ou sei lá, reconhecimento social, mas o que está sendo feito por isso? NADA!!!
O must do diferencial social atual é comprar uma cerveja em lata na rua e sair por ai, prá mostrar que você bebe, então é socialmente viável. E partindo dai, no desespero de reconhecimento, vão as latas de cerveja, refrigerantes, em alguns casos, vodkas baratas, e para os alimentos que vão desde churros, batatas-fritas, cachorros quentes, XISSES (sic) saladas e toda a rede de fast-food socialmente consumível publicamente,  e as mesmas são degustadas, ali, ao vivo e em cores, engraçado né? Já vi casos em que a pessoa compra a porcaria duma batata frita e nem come, usa de máscara, fica lá se escondendo atrás da embalagem. Duvida? Tira os olhos da sua batata e olha em volta.
O povo tem necessidade de afeto, de se sentirem parte de alguma coisa e se acabam nos coliformes fecais... Fecais? Fecals? Afecal? Afeto? É... Pensando bem, dado o momento cultural geral, faz sentido... Prá eles...
Mas, fazendo uma analise profunda, cá dentro do meu analisador social, percebi a ligação da coisa... Num arroubo massivo da ciência pensativa, cheguei a seguinte conclusão:
As pessoas se sentem sós, logo, vão tentar aproximação em local público, chegando lá, se acabam no coliform... Ops... Nos rangos nas rua, prá se sentirem bem consigo mesmas e mostrar prás outras pessoas que já que elas se alimentam, são socialmente viáveis, logo, dignas de atenção...
Porém, comendo, precisam mastigar, logo, não falam, porque é socialmente inviável que você fale enquanto come ou mastigue de boca aberta,  porque ao alimentar-se pelas ruas, você se torna alguém.
Porém, NINGUÉM tá interessado em “do que sua boca ta cheia”...
Logo, come, não fala, e quando não tá comendo, aprende por osmose ou se esquece que falar, que é o código social, número um, e deixa de ser socialmente misturável porque não fala...
Isso me faz pensar que o fast food é muito mais nocivo a sociedade como um todo, Ele faz muito mais do que entupir algumas veias e deixar roliços nossos cidadãos.
Ai assim vamos nos tornando uma sociedade gorda, calada e carente de afetos. Que merda!!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Hoje não!!!!

Claro, a intenção desse post é diminuir a fila de pessoas com a intenção a seguir...

Certa feita disse a uma pessoa: “Não tem mais camiseta P, vai me matar por isso?”

E a pessoa respondeu: “Hoje não...”

Dona Flávia Morniëtári disse isso.. Eu até ia colocar o link do FB dela aqui, mas vocês que lêem esse blog são muito chatos e vão ficar pesando na consciência da moça, por isso... Deixa quieto...

Pown!!! Hoje não!?!

Fixei na coisa... Pior, fiquei imaginando qual seria a destreza de um ser humano que acha que se livrar de mim é assim fácil...

Primeiro porque eu dou muito mais trabalho morto que vivo...

Segundo, tenho 120 quilos, 1:84 de altura e não sou exatamente anatômico, então se livrar de uma cara assim não é das tarefas mais fáceis, ainda mais prá alguém que usa camiseta P...

Tente se imaginar carregando um JP de 120 quilos nas costas... Agora imagine esse mesmo JP, relaxado, todo solto em cima da sua corcunda (que é o que os mortos fazem, relaxam...), o peso passa prá pelo menos o dobro, até porque se eu for carregado vivo, ainda tento dar um jeitinho de apaziguar o calvário da pessoa... Mas morto, relax total, literalmente o peso morto....

A questão da altura é outra coisa.... Uma pessoa mais baixa que eu vai passar mal prá me carregar! Sim, porque se me matar, vai ter que me desovar em algum lugar... Imagino, uma pessoa de 1:58 me carregando... Eu dobro e arrasto as pontas no chão... Queria até estar vivo prá ver, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Portanto, além do peso ainda saio ralando pelas ladeiras por ai... E se quiser me colocar na mala do carro? Que fica há... Hum... 70 centímetros do chão?

Tem cara nas olimpíadas que treina a vida toda e não consegue levantar a metade disso até a metade dele mesmo... Portanto... Mala do carro, fora do questão...

Me carregar num carrinho de mão (pã, pã, para, parapã, não resisti, kkkkkkkkkkk), volta a questão dois, arrasto as pontas no chão e portanto, volto a questão um, peso demais e não vai ser fácil...

Mas me candidato aos ensaios gerais da coisa...

Ia ser da hora andar por ai com alguém me carregando num carinho de mão, kkkkkkkk... Mas não pense que estou sendo folgado, muito pelo contrário, depois que todos verem a cena, vai justificar o assassinato e até vão dizer: Mereceu esse vagabundo, fazia a moça levar ele prá lá e prá cá num carrinho de mão... É bem feito....

Viu, to vendo até o lado jurídico e facilitando a defesa, se eu fosse um cara de posses ainda rolava uma indenização para o tratamento do bico de papagaio que com certeza vai aparecer...

E já pensou, eu lá, todo morto, sendo desovado em algum lugar ai por SP, e de repente, aparece a polícia!

Sim, porque a polícia só aparece quando não deve, vai criar o maior caso, vai te levar presa, vai responder a processos, interrogatórios, pressões políticas, picuínhas, ofensas da minha família e até aparecer no Datena, o que ao meu ver, é pior que o resto todo...

E mesmo pensando assim, não vou poder ajudar em nada, to morto, morto não fala...

Se falasse eu diria: não, relaxa, já dei o maior trabalho prá chegar aqui, ela só vai me jogar ali no mato e já era... Me alimento bem, nem vou cheirar mal... Deixa passar essa ai seu guarda... Toma ai 50,00 e faz que não viu nada...

Mas como a prosa não vai rolar, além de ir prá cadeia, passar por todas as consequências do processo e acabar sendo condenada a trabalhos comunitários e tals... Corre o risco de eu aparecer depois da meia noite prá te assombrar.

Realiza ai.... Você lá dormindo... Abre o olho prá mudar de lado na cama e quem tá lá... Flutuando, heim, heim???

Euzinho... Todo translúcido, etéreo... Vagando lentamente pelo seu quarto, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.... Morre de inveja ai Beetlejuice...

Assim sendo, não é fácil como parece... É mais sensato me deixar por ai, com os meus afazeres, cada qual levando a sua vida numa boa e tals... E usando umas camisetas M prá variar... Pega nada... Só 5 cm maior...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Xenofobia??? Nããããão... É só o nosso jeitinho...


Adoro a capacidade que os povos tem de adaptar algumas em coisas... A Culinária então, nem se fala... Aquilo que muitas vezes a gente ama comer, é quase veneno para alguns e vice-versa...
Mas legal mesmo é quando a gente se depara com uma outra cultura e de verdade não entende nadinha de nada do que tá acontecendo, mas se você parar de rir (ou chorar...) e prestar atenção vai ver que a naturalidade com que algumas coisas de outras culturas acontecem vai perceber que esse é o jeito deles e que nós, somos os diferentes....
Por exemplo fui no médico e tinha um “china” sentado lá na recepção aguardando a vez dele, a enfermeira abriu a porta, olhou prá a ficha, tomou um susto, discreto, claro... mas eu vi, afinal, estou lá prá ver isso...
Olhou pra recepção e identificou o “china” e disse: Sr, é a sua vez....
Caraca, fiquei encafifado com a atitude dela e já dei um jeito de ir ver a ficha do sujeito. Claro, o nome dele era Jin Youn Chung Dayhay e a mulher ficou sem saber como pronunciar. Mas e se tivesse mais de um ali esperando? Ia ser um deus nos acuda, kkkkkkkkkkk...
Já levantei a ficha do “china” e desmembrei a ocorrência...
Ele estava indo fazer exames pré-nupciais naquela clínica, afinal o moçoilo que é filho de Jai Man Chung Dayhay e de Sok Hi Chung Dayhay, vai se casar, muito em breve com a Eun Seon In Nha Park, que por sua vez é filha de Young Sik In Nha Park e de Seon He In Nha Park Kim, dá hora... Felicidades ao casal!!!
Na minha época “nóis” tratava logo de botar um apelido no povo todo, o “China”,  já virava o “China” mesmo (e que se lasque que nasceu na Corréia, prá nóis é tudo da China) e a patroa, se fosse gostosa virava a gostosa do Japonês ou a Mulher do China... E se tivesse filho já virava Um-Berto, Dois-Berto e Três-Berto... e se viesse mais um, prá não perder o pique já virava Zero-Berto... e por ai vai....
Se nasce em berço Europeu, já vira português, pode ser lá das profundezas da Polônia, que é português e ponto final... Nós brasileiros simplificamos a coisa toda, se nasce no deserto é turco, na Asia, china, na Europa, português e se nasce em qualquer lugar desses e tem a voz grossa, é russo...
Simples né??? Pode acontecer que nesses tempos modernos onde tudo é politicamente incorreto que as pessoas sejam processadas por ter uma visão tão simplista de uma outra cultura, assim, como eu posso ser processado (OBA!!!!!) por escrever de forma tão... Desdenhosa sobre isso...
Uma das coisas que mais gosto em nosso país é exatamente da miscelânea, desse emarranhado de culturas, línguas, jeitos e trejeitos que nos tornam únicos e tão especiais...
E antes que vocês perguntem.
Não... Miscelãnea, não é nenhuma cearence pela qual eu estaria apaixonado...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Está aberta a temporada de posses...


É, 2013, o mundo não acabou, e logo que amanhece no primeiro dia do ano, lá se vão nossos eleitos municipais tomar posse dos cargos para os quais foram eleitos (hum, hum... ou quase eleitos).
Logo de cara vemos o prefeito eleito de nossa cidade, Fernando Haddad, no melhor modelito “caixeiro viajante”, dizendo coisas de que, pela propriedade ao falar, não domina nem o interesse... Claro que o modelito, passou batido já que ao lado dele estava ninguém mais, ninguém menos que Gilberto Kassab, cabra macho, governou a cidade com punhos de aço, fez umas bobagens aqui e ali... Mas no geral se deu bem... Acho eu... Mas o modelito “caixeiro viajante” também se fez presente nos muitos anos que Kassab esteve lá...
Engraçado que falar das roupas, do modo como abordam um assunto ou algum tipo de “super-merda” que eles fazem é o que sobrou da política no nosso país...
É inacreditável a falta de competência, interesse, capacidade e preparo que os eleitos pelo povo mostram logo que sentam lá naquele cadeirão enorme, confortável, aliás, creio, que o conforto da tal cadeira é tanto que relaxam a ponto de esquecerem porque estão lá... E de brigarem com unhas e dentes (facadas e ameaças e traições valem tb...) para não sair de lá... Só estão relaxando, vendo a enchente passar...
Muito foda ver que estamos caminhando a passos largos em direção ao emburrecimento aplicado e consequentemente, congênito, o “gado”, como diria o “rei” Zé Ramalho, só caminha pro abate ou para as urnas... Passam por todos os perengues da vida, mas logo que o whiskey das comemorações do final de ano se abre, até o último dia do Carnaval e acrescente-se ai 4 dias depois (é, ressaca!) nada abala a fé do brasileiro, mesmo porque sendo brasileiro, ele não desiste e melhor, não aprende nunca...
Tamo ai as barbas do fenômeno cultural mais importante da tv brasileira, e foda-se se estamos em época de enxurradas homéricas, se o número de moradores de rua aumentou vertiginosamente ou se famílias inteiras passam por tantas necessidades. Foda-se né, isso acontece longe dos olhos e portanto, longe do coração, grupos de sem-teto se juntam a noite em alguma praça, famílias se desesperam e choram sua falta de sorte no travesseiro, soluços de desespero e roncos de estômagos que não sabem o que é um pão há alguns dias.  Mas e dai... Governo me permitiu comprar uma tv de LED, assistir tudo na tv paga...
Mas os fantasmas da miséria passeiam e mostram a verdadeira face da nossa realidade, é, bem no horário nobre, então, deixa prá ver o que dá prá fazer amanhã, né não?
Melhor é ser bombardeado com a pseudo-moral e bons costumes de alguns... O sr. Deputado Protogenes Queiroz do PC do B SP, no seu afã de defensor da moral e dos bons costumes, da família e da dignidade... Ia, isso mesmo, ia, porque não teve culhão, nem prá defender seu ponto de vista... Voltando, IA, TENTAR, proibir a exibição do filme TED, que nada mais é que um urso de pelúcia que bla, blá, blá... fuma maconha faz sexo e bebe...
Conheço um urso oriental, que faz tudo isso.. e muito mais.. né Panda Reis?
Igualzinho a uma parcela relativamente ENOOOOORME de pessoas no mundo de SEU deus... Se eu entro na porra do cinema e o filme é uma bosta.. me levanto e saio, se uma imagem ofende meu olhos, minha moral ou poe em duvida a criação que minha mãe me deu, levanto dessa merda e vou embora...
Sou grandinho, educado nos moldes da santa igreja católica, perdi oportunidades na vida, mas ganhei outras, aprendi que nem sempre as porradas da vida doem... Doe muito mais tem que levantar de manhã botar uma máscara, um nariz de palhaço e ir a luta do dia a dia... Ahhh!!! Ir a luta daqui a pouco vai custar R$ 3,60 por cabeça (NE: R$ 3,20, que foram revogados, depois do povo se levantar e ir as ruas), cobrados na ida e na volta...
E diante disso, não vai ser um puto social, claramente, muito menos dotado de inteligencia e senso de moral do que eu, que vai determinar o que eu posso ou não posso ver, ler ou fazer, sou cidadão, respeito as leis e as pessoas, não jogo lixo na rua e ainda, desde que me conheço por, fumo só em áreas abertas...
Vai procurar fazer algo de útil na porra dessa vida e mais, fazer algo de útil pela cidade, que de uma forma ou de outra, colocou esse cidadão sentado lá... Na cadeira confortável, lembra? Tem tanta merda em São Paulo, e esse sujeito, em seu mais novo arroubo de decência e moral, sai com essa...
Vai lá ver a Rua 7 de abril, no centro de São Paulo, na porta do metro, alagada, impedindo que as pessoas entrem ou saiam da estação, vai ver a estação de trem, de Mauá, cheia de água até o teto, impedindo que o caboclo que saiu prá trabalhar às 6 horas da madrugada, consiga voltar prá casa, pra ter um minimo de dignidade na porra dessa vida do caralho... Melhor, vai no centro e olha a quantidade de “gado” largado nas ruas, usando drogas ou simplesmente por não ter condições de morar em um lugar descente.
Vergonha também, por um país que aprova leis de inquilinato totalmente inquisidoras, visando única e exclusivamente o lucro fácil, claro, tem um monte de safado ai na praça, mas quem paga o preço disso... o cara que só quer ter um lugar descente prá ficar... E praticam preços totalmente contrários a realidade de 99% do povo desse lugar.
Vão tomar todos no cú, tanto esses representantes do povo de merda, quanto esse povo de merda também....
Fico puto, falo mesmo e se não gostou, me processa.. aliás, me mata, porque se não for assim eu continuo a falar, e falar, e falar...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Mulheres e a obra de Satanás...


Antes de mais nada, tenho que contar uma historinha prá vocês...
De um cara chamado Édipo e da sua mãe, Jocasta... Diz em algum lugar por ai, que Jocasta se deu ao desfrute com um caboclo que era rei e disso gerou o outro caboclo, que foi descartado em alguma caçamba lá pelos lados do Rio de Janeiro,.. Ops... Essa é outra prosa...
Voltando, Édipo, assim que cresceu e já meio que sabia das coisas, se deu ao desfrute com quem??? Jocasta!!! E depois ficou sabendo que a mesma era sua mãe...
E lá pelas tantas deve ter cortado o pinto fora, se jogado de algum lugar, essas coisas que homens fazem, quando fazem uma bobagem grande...
Primeiro, catar uma mina com o nome de Jocasta tá fora de questão, ela já é suspeita de saída. Sim, claro, pais que colocam nomes importados nos filhos, pertencem a classe, E e D, e portanto, se algo acontecer, você ta fodido tendo que sustentar a patota toda...
Segundo, vai dizer prá mim que é de hoje que os povos se pegam e nem se lembram um do outro no dia seguinte?
Esse trem de ficar, é velho, velho que nem a invenção do fogo, e é quase certeza que a tia Jocasta já vinha colecionando performances masculinas com alguns membros de sua aldeia/reino quando o tal de Édipo, pegou, então, apaixonou porque quis...
Ou seja, Desfrutável com D maiúsculo, e na época em que, dizem que aconteceu, o povo apedrejava a sirigaita sem a menor piedade, seja pelos que queriam impor a moral e os bons costumes ou pelos que estavam querendo pegar ali e não tinham chance...
Outra cachorrona da história: Cleópatra! Cara de boa... Eu pegava fácil... Me preocupava com o envenenamento depois, se bem que acho que estamos empatados, dependendo do dia que ela resolvesse me picar, certeza que a cobra ia secar num segundo.. Ta pensando o que... Né assim fácil não...
Mas ai também já é um exemplo, falei que pegava fácil... Mas ja parou prá pensar que essa moça sim, era a procuradora de Satanás na terra? Olha só quanta merda ela fez, e com os homens... Deixou duas civilizações inteirinhas babando por ela e no fim... Encerrou a carreira de forma dramática (ahhhh vá!!!), até hoje tem gente que dispensa o viagra só de pensar na Cleópatra...
Mas é interessante como as mulheres conseguem transformar a mais tenra e delicada situação numa obra plena e concretada do diabo na terra... Tipo, difícil de dizer, mas sai cada coisa da cabeça, e principalmente da boca das nossa digníssimas senhoras que se pegarmos prá avaliar a fundo, ficamos doidos...
Por exemplo, um dialogo entre eu e uma moça, num momento da minha vida:
- Amor, vou pintar o cabelo de laranja... Nesse momento meu cérebro se ascende que nem Nova York vista do espaço, claro, ai tem...
Respondo: - Laranja??? Me parece que vai ficar bom...
E ela: - Mas eu não gosto de laranja.
E eu: Então não pinta, escolhe outra cor...
E ela: Mas eu quero pintar, tá na moda... E você nem tem como saber se fica bom ou não...
CARALHO!!! Eu já tava pronto a mandar ela a merda, mas vai que ela decide, estando lá, que vai pintar o cabelo de marrom.
E isso é só um exemplo, vocês mulheres estão ficando craques em tornar nossa vida uma mar de espinhos, feitos, claro, com os espinhos das rosas, que vocês insistem que temos que dar prá vocês... o que já, esclarece o porque da preferencia...
Outra coisa legal, sair!
Primeiro querem sair e não sabem prá onde, e dos 4.625 lugares que nos passam pela cabeça, temos certeza, pela convivência, que ela só vai nuns.... 4 ou 5... Damos a idéia.. e la vem a resposta:
-Ahhhh, de novo nesse ai... Queria fazer algo diferente...
Depois de umas 12 ofertas de lugares e tals... ela ainda não chegou a nenhum veredicto de prá onde diabos quer ir... e decide que não vai prá lugar nenhum, pq? PORQUE, NÓS OS HOMENS EM GERAL não queremos ir prá nenhum lugar diferente e nessa, lá se foram embora o role e as bebidas, ou o filme e o chocolate ou o que quer que seja que venha acompanhado de outra coisa... E claro, logo mais... SEXO! Nem pensar... Só se for prá te foder, do contrário...
Tem vezes que a gente se sente prá baixo e só quer mesmo ficar quieto prá avaliar algumas coisas que no dia a dia nos incomodam no trabalho, ou onde quer que seja...
Ai vem:
- Te fiz alguma coisa, tá bravo comigo?
- Não claro que não, to meio down hoje.
- Sei lá, você tá todo indiferente comigo, mal falou comigo quando chegou.
- Não, não é nada com você, eu só não ando muito feliz com algumas coisa.
Ai fodeu!
Homens!!! Jamais digam isso perto de uma mulher, você pode provar por A+B que sua preocupação é com o prédio das Nações Unidas que vai desabar no dia da reunião do G 8.712, que nada vai tirar dela que sua infelicidade é com o relacionamento de vocês, que algo está abalando a relação, e por isso que você anda indiferente, calado, não quer mais fazer sexo, não se alimenta direito porque a comida dela é ruim, e a culpa é da sua mãe que criou você muito mimado, e que certas estão a mãe, as irmãs e as amigas dela, quando disseram que esse casamento nunca iria dar certo!!!!
Ufa!!! Ri não.... é bem por ai o riscado...
Sei que no fundo, por mais difícil que estejam se tornando os melindres femininos, temos que admitir que não dá prá ficar sem vocês, mas porra, bora valorizar um pouco tb... Minha sugestão é que ou ficamos calados de vez ou reagimos e passamos a dar atestado de doido tb... Eu vou na segunda, e vc?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ouro de tolo...

Sei lá, viu!!! Toda vez que chega essa época de eleições, o povo, dito, do poder, veste a camisa do bonzinho, da pessoa que luta pela cidade, pelo estado e até pelo país... Mas as verdades, que são jogadas na nossa cara, todos os dias pelos meios de comunicação fazem com que passemos os quatro anos seguintes vestidos de palhaços, e pior, órfão do poder público... Nada, absolutamente nada nesse país funciona direito, desde o funcionalismo público até os ditos representantes do povo. 

Essa porra de mensalão tá passando do limites, já devia ter encarcerado e destituído politicamente todos os envolvidos no caso, e não só nesse! Nesse e em todos os outros casos de corrupção, lavagem de dinheiro, conspiração, formação de quadrilha e tudo mais...
Aqui esses lixos nem sequer se dão ao trabalho de esconder mais as falcatruas e pior, de cumprir o mandado para o qual foram eleitos, usam e abusam dos cargos, das cidades e dos votos (leia-se fé do povo...) como trampolim para alçar ganhos maiores e poder. Sim, poder. Aqui o que rege a nação é o poder, desde que suba continuamente, não tem porquê fazer nada... Basta que ninguém saiba quais são os degraus usados para alçar esse patamar.
Enquanto a maioria vive uma realidade pouco favorável, muitos trabalhando apenas para pagar aluguel e contas mensais, que jamais deixam de subir exorbitantemente, não vêem a menor perspectiva de mudança de vida e muito menos tem a mínima condição de planejar sua vida a longo prazo, já que essas pessoas são mantidas no patamar da sobrevivência simples... Acima da linha da miséria, diga-se, porque essa sim faria com que alguns olhos se voltassem para a péssima administração do poder público e com isso os ditos investidores se afastariam ou fariam comentários, o que não é nada bom pra banca residente nas tetas da nação.
Aqui também tudo é suplente, você vota numa pessoa, essa se elege e, no meio do mandato, pelo qual você inocentemente depositou sua confiança, se afasta do cargo para competir em outra eleição e coloca lá a porcaria dum suplente. Geralmente alguém de quem você jamais ouviu falar, alguém que jamais recebeu um voto de confiança de quem quer que seja, e tá lá... Representando o quê??? Nem se sabe, porque, apesar de assumir o lugar de um, não continua nada do que o que foi eleito estava tentando fazer... Pelo menos não pelo lado "legal" da coisa...
Logo, logo é claro, se num arroubo de patriotismo, a gangue do mensalão for colocada na cadeia, vão com certeza achar um suplente que cumpra a pena no lugar deles. E não tenho a menor dúvida de que vai haver gente fazendo fila pra cumprir a pena de alguns deles em troca das migalhas oferecidas... Chamam esse cargo de "assessor político"...
Outra coisa é a falta de tato, tanto do candidato, como do povo, vi esses dias uma placa estrategicamente colocada na entrada do Parque da Juventude, bem ali, onde é permitido soltar os cachorrinho pra dar um passeio, e tava lá prá quem quisesse ver e não tivesse bom senso suficiente para imaginar... O cavalete do candidato, dividindo numa proporção de 30% informações sobre o dito cujo e os outros 70% estampados numa carinha, linda, dum cachorrinho...
Ahhh!!! Vá tomar no cú, porra!!! Não basta ficar beijando crianças, andando pelas ruas a pé, comprimentando todo mundo como se fosse morador e, pior, nascido na localidade, frequentador da paróquia e essas coisas que a gente sabe que não acontecem pouco... Só falta agora colocar araras azuis com banners pendurados em quem for assistir Rio, um bando de machões caucasianos na frente do cinema quando alguém for assistir Mercenários 2 e nem imagino o que vai ser colocado nos cinemas pornôs do Centro de São Paulo... E tome criar mais cargos de assessor político...
Essa estratégia de marketing, pobre de espírito e pobre de soluções práticas já estão me enervando, sinto como se estivesse numa escola de circo onde mais de 190 milhões de pessoas fazem o curso pra palhaço, e uma meia dúzia fazem as vezes dos domadores de feras (leia-se idiotas)... Falta o que? O nariz de palhaço inserido na cesta básica, sapatos enormes distribuidos gratuitamente nas AMA´s???
De verdade, falta culhão, falta hombridade, falta coragem e acima de tudo falta amor pela pátria, se esta terra fosse feita de homens de verdade (homens, enquanto seres humanos, porque tem mulher picareta lá naquela porcaria...), com respeito, seriedade e vontade política, esse senhores teriam todo o dinheiro que almejam, sem precisar roubar dos cofres públicos e cobrir de mediocridade a população que, ainda assim, acredita nesse país..

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Conversa de maluco

Eita, que cada dia que pass eu me sinto mais fora desse mundo que qualquer outra coisa...
Dia desses ai teve a porcaria do Dia do Orgasmo!!! Juro que olhei na cara de todas as pessoas que cruzei pelas ruas desse São Paulo, tão grande e varonil, e tenho absoluta certeza que não vi felicidade alguma na cara de ninguém. Conclui que ou o povo goza muito pouco ou ninguem tem coragem de assumir. Claro, olhando pela ótica mais lógica, Esse dia foi feito prá que as pessoas se relacionem mais, tenham conversas mais abertas sobre o assunto, e claro, igualando com o Dia do Namorados... Entrar num sex shop e comprar um pintão plástico novinho prá sua cara metade.. e no caso das mulheres uma vulva quentinha e macia zero quilometro pro seu consorte...

Vão se foder, dia de gozar é todo dia (na minha idade, uma vez pro semana já ta de bom tamanho...), dia de conversar sobre sexo, relacionamento, putaria, posições deliciooooosas de se práticar É TODO DIA... E não me venha dizer que você só se lembra daquela tia, muito malcheirosa e cheia de apertar vc em dia de visita, no dia de de finados...

Pô!!! Tá foda essa conversa desatrelada que tudo tem que ter um dia prá acontecer, e é por isso que cada dia mais, menos o povo se relaciona, cada vez mais, menos pessoas tem uma postura ou uma atitude digna diante da vida...

Ta parecendo contribuição sindical, uma vez por mês comparece e uma vez pro ano faz um estrago digno nos seus dividendos...

Quer saber... Vou parar com essa prosa sem rumo e dar um jeito de comemorar os 375 (376 em bissextos) orgasmos (no mínimo) que pretendo ter em 2012...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Brasil, o país do telemarketing

Sim caro leitor, nos somos o país do telemarketing!!! Esse é o único serviço, à distância, que funciona plenamente nesse nosso Brasil varonil.

Veja bem, independente de precisar dele, tenho um telefone fixo! E como todo brasileiro, um celular. Não daqueles modernos que tiram pressão, fazem café expresso, te dão estatísticas se é ou não a hora certa prá copular, visando um herdeiro... O meu é mais modesto, mais de pobre mesmo, tira umas fotos, toca mp3, tem rádio e acredite, AS VEZES alguém liga prá ele e consegue falar!!!

Mudei de endereço há um mês e pedi a transferência, ai começou o ba-fa-fá... É um tal de o sinal estar bombando e não conseguir ligar, quando alguém liga, cai na caixa postal direto e por ai vai... Já perdi 80 horas (somando todas as ligações) pendurado nele tentando resolver. Já anotei todos os números de protocolo e fiz um jogão na megasena (e no jogo do bicho também...) prá ver se tiro algo de bom dessa situação.. E nada...

Estou incomunicável numa cidade do porte de São Paulo, e NINGUÉM, consegue resolver minha situação... Olha, até apelei prá sabedoria popular e plantei um bombrilzão enorme na antena dele prá ver se resolve.. E nada...

Ontem eu tava em casa liguei lá na operadora do meu telefone fixo, que é a mesma do meu celular (CLARO, que não vou dizer qual é...) e completei as 80 horas.. Desisti... Logo em seguida o telefone tocou... Chega me deu um calorzinho no coração achando que tava tudo resolvido... Atendi... O que era??? Telemarketing... disse que não podia atender e desliguei... 20 minutos, toca de novo... Telemarketing... Despachei e desliguei... Mais 30 minutos... TELEMARKETING!!!

Assim que a cobocla se identificou eu já sai perguntando qualéra a jogada... Por que minha família não consegue me ligar, meus amigos não conseguem me ligar, e nem eu consigo falar com nenhum deles.. Mas a porcaria do telemarketing consegue!!! 3 vezes em menos de 1 hora... E eles ligam e pronto, tão lá, vendendo, cobrando, enchendo os pacovás de quem nem quer saber deles...

E é uma coversa prá boi dormir, uma conversa pré-estabelecida que cansa.. Algum tempo atras ligou uma pessoa em casa, um desses canastrões, acha que fala bem, que é agradável e na verdade é um porre, desses que a família faz de conta que tá dormindo quando ele chega...

Já saiu peguntando: Boa tarde, meu senhor, eu sou fulano de tal, da empresa XWZ, e gostaria de falar com o sr, Augusto Cézar... Já disse logo que não tinha Augusto Cézar nenhum.

Deu sorte heim.. porque eu já saio falando que o cara morreu na véspera e o corpo foi despachado prá Arábia Saudita, prá ser enterrado junto aos poços de petróleo que ele herdou, mas que quando ficou sabendo da herança o coração não aguentou....). o cara pediu a confirmação do número do telefone, e vendo que tava mesmo errado, emendou:

-Pois então sr, sou da empresa XWZ e agora nós estamos com uma promoção prá seguro de vida e eu acredito que foi a providência divina que me fez ligar pro senhor neste dia....

Cara!!! Eu fiquei mudo, eu não tava acreditando no que eu tava ouvindo... Até no engano o povo quer tirar vantagem... mandei ele a XWZ que o pariu e desliguei... E mais, a tal providência divina deve ter um telemarketing igual o dele, se fosse competente e inteligente, jamais iam mandar ligar na minha casa...

Bom, sei que to ilhado em SP e pelo visto vou ficar assim até sabe quando.

Liguei/acessei o site/mandei email prá Anatel e sabe o que??? O serviço lá é pior ainda... Você liga prá reclamar das operadora, mas num tem um orgãozinho onde a gente possa reclamar da Anatel...

É a pegada das igrejas de hoje em dia... Se ele não resolvem seu problema, jogam a culpa lá no tio da nuvem e fica ali mesmo... afinal, depois dele, você vai reclamar prá quem? Na Anatel é assim...

Se também se sentirem logrados como serviço de telefonia, me lig... ops... Manda um email... Quem sabe a gente não junta todo mundo e faz uma ação coletiva...

Te falar viu...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Discutindo a relação...

Dia desses tava lá, fazendo nada, vagando pela casa e pensando em em uma série e coisas que acontecem na minha vida e em volta dela... Bem como nas coisas que acontecem na vida das pessoas que eu gosto...

Sentei prá tomar um café, e do outro lado da mesa me sentei também... Engraçado que eu me fulminava com os olhos, numa típica demonstração de cólera ou frustração... Achei bem estranha essa minha atitude de me odiar, já que de todas as pessoas do meu convivio, eu sou a que mais fica comigo mesmo, e mais, que me entende completamente, mesmo sem precisar por isso em palavras... É meio pessoal o que vou dizer: mas eu me pegava fácil...

Apesar do rancor tinha no meu olhar uma melancolia latente, Poxa... me conheço, sabia que tinha alguma coisa muito errada no ar, e tentando ser o menos invasivo possível fui sondando o terreno prá descobrir o porque de todo aquele clima de casamento por desfazer....

Num primeiro momento descobri que era quase insuportável o fato de eu dar mais importância as minhas coisas e aos meu amigos do que prá mim mesmo, não tem como negar, fiquei chateado de saber que não estava valorizando em nada uma pessoa que sempre foi de suma importância na minha vida e fiquei triste de saber que eu não estava sendo suficientemente bom prá mim mesmo naquele momento, tentei argumentar que eu era assim mesmo, que sempre queria dar valor e valorizava demais as pessoas que me são caras, independente de qualquer coisa e que em momento algum eu queria me deixar em segundo plano e tentei me convencer que de todas as importâncias, eu seria a mais importante.

Quando num jogada de mestre, me encarrei e disse que não era bem assim não, que mesmo que eu sempre estivesse lá prá mim mesmo, em quase todas as situações, eu era ausente, relapso e mesmo indiferente. Percebi que nos meus olhos, já queriam brotar algumas lágrimas, mas poxa, sou manteiga derretida, se eu chorasse naquele momento, certeza de que eu choraria também...

Ouvi com todas as palavras, que eu dava importância a todas as coisas que envolviam minha vida, mas que não estava sendo capaz de enxergar que eu estava sofrendo com a minha própria ausencia e que se não houvesse um concenso entre mim e eu, não haveria porque dar continuidade a uma vida em comum. Eu seria livre prá decidir e levar a vida que quisesse, mas que isso implicaria na minha total ausencia, e que sendo assim, eu deveria decidir.

Ouvi que dou conversa demais prá gente que não me traz nada de bom, muito pelo contrário... Ouvi que eu sempre relevo situações complicadas, que não me agradam, mas eu relevo... E com isso o dia a dia em casa, mais necessáriamente, a convivencia comigo estava a um passo de ter um desfecho definitivo...

Ouvi tudo que eu tinha prá dizer e passei a fazer uma avaliação de cada situação que me envolvesse. Dificil né, esse trem de Discutir a Relação é foda, são situações que na minha cabeça eram apenas coisas corriqueiras, mas eu não deixei por menos, coloquei cada segundo, de cada coisa que eu deixei de fazer ou de dividir comigo e enfiei o dedo na ferrida com tanta força que quase transpassou o braço pro outro lado...

Ahh vá.. até entendo que tem coisas que a gente precisa mesmo sentar e ter uma prosa curta, direta e sem devaneios, mas poxa, exatamente naquela hora eu não estava muito prá conversa, até porque tinha uns outros assuntos pendentes que eu precisava decidir dentro de mim, e numa hora tão dificil lá vem eu, com esses pequenos problemas que poderiam ser resolvidos a qualquer hora, do dia ou da noite, mas que exatamente ali, não ia ser assim tão fácil.

Me fiz de desentendido, porque na verdade, eu queria deixar todo esse assunto de lado, mas não!!! Eu tava lá... Determinado a ter essa conversa completa, e eu ia dizer tuuuuudo que havia prá ser dito... Claro, dentro da minha realidade isso pode ter muita importância, mas eu não tava afim, não queria ouvir, não queria discutir e mais que tudo, queria ficar em paz comigo mesmo.

Caraca, véi... Custa dar um pouquinho de sossego, vou ter o tempo todo prá desanuviar a vida, filosofar sobre a arte de amar ou odiar, mas não agora NÃO!!!

Eu não queria briga, queria paz, sei lá.. sentar no sofa, assitir uma tv, ir lá pegar uma cervejinha prá mim, e deixar o dia passar de forma harmoniosa, tenho certeza que de noite, quando eu fosse prá cama, todos esses papos iam fluir de forma mais natural, estaria relaxado, disposto a rir até mesmo das situações apocalipticas da relação... Acho que tento levar uma vida pacata e de bons momentos, mas as vezes eu sou tão dificil, tenho tanta complexidade com assuntos tão pequenos, que as vezes me pego pensando se tudo isso vale a pena...

Foda viu....

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Eletric Ladyland..

Tá ai né... Tem dias que a gente acorda e se dá conta que a última coisa de que se lembra aconteceu há pelo menos 18 ou 20 horas atrás... Isso aconteceu comigo hoje... To puxando pela memória prá ver se surge uma luzinha no fim do túnel que me diga onde diabos estive esta noite...

E nessa de forçar a cabeça prá ver se alguma coisa se revela, o mais assustador acontece... Me lembrei que tava de papo com uma moça. Ajudei ela a pegar algumas das 4.617 bolsas/sacolas que ela carregava e que "não sei pq" foram todas parar no chão.... Era um tal de papel prá todo lado, só vi uma quantidade parecida com essa numa empresa de reciclagem de papel... Ajudei a moça a pegar as tralhas todas e ela ainda me perguntou onde era o terminal de Santana. Achei engraçado pelo fato dela estar andando pro lado oposto, ou seja sentido parada inglesa...

Mas disse que era pro outro lado e que eu tava indo prá lá e poderia ajudar carregando alguma coisa.. .Sabe como é.. Sou educado e cavalheiro. ( ;) ).

Ai que o bicho pega, porque dai prá frente não me lembro de mais nada.. Tudo são apenas flashs na minha cabeça... Uma imagem aqui e ali, algumas palavras que não fazem muito sentido e quando eu tento juntar tudo, pronto... Descamba pro surreal, e porra, eu não levo uma vida surreal...

Vou tentar por em palavras alguns flashs que insistem em ficar aqui martelando na minha cabeça, quem sabe com o exercício da escrita as coisas se esclareçam...

Tenho a impressão que durante um tempo algo meio verde esmeralda e amarelo ouro se movimentava de um lado pro outro, em um lugar que parecia ser a cozinha da minha casa, mas isso não é muito claro prá mim. De tempos em tempos eu ouvi uma voz bonita cantar algo como um mantra que eu não entendia nada.. Mas era algo como:

Dies irae, dies illa , Solvet Saeclum in favilla, Teste Satan cum sibylla. Quantos tremor est futurus, Quando Vindex est venturus, Cuncta stricte discussurus. Dies irae, dies illa!
Agora eu me assustei de vez... Pq essa coisa escrita ai em cima, sai de primeira... Sem eu nem pensar em nada... Mas, tenho certeza agora, era isso ai que a voz cantava... Depois vou ver a origem disso ai...

Teve uma coisa engraçada... Engraçada e estranha ao mesmo tempo... Me lembro nitidamente de ter visto aquela moça das bolsas... Que eu ajudei a levar prá Santana... Tipo... Sem qualquer intenção... Apenas por ajudar uma outra pessoa...

Então... Vi ela no meu quarto, nua, sentada na minha cama e ela dizia prá mim: Cuidado, você não pode me tocar! E eu perguntava porque. E ela dizia: porque se você me tocar vai dar choque... Um choque muito forte...

Rá!!! Se tá deitada nua na minha cama, o que de melhor pode acontecer e ela tomar choque... ANAFILÁTICO!!!

Mas me lembro de ter ficado com medo e tentando descer da cama e ir prá janela fumar... Onde ela sussurrava, quase implorando, para que eu não colocasse os pés no chão... E eu sem entender nada nem ligava...

Não lembro de muita coisa depois de ter posto o pé no chão...

Mas durante um tempo aquela coisa verde esmeralda e amarelo ouro ficou orbitando nos meus flashs de memória...

A coisa mais nítida prá mim, foi estar sentado no meu computador, no serviço, vestido com a mesma roupa e a Helena jurando de pés juntos que hoje ERA SEXTA FEIRA!!!

Putz!!! Depois de me convencer e me deixar meio acelerado com esses pensamentos recortados, fui prá casa. Confesso que tive medo de abrir a porta e olhar prá dentro, mas fiz e não achei nada demais... Nada demais até entrar no quarto e ver minha cama uma bagunça, algumas garrafas de vodca perdidas pelo chão, uns comprimidos esquisitos (que eu prontamente joguei no vaso e mandei pro Tietê, sem nem saber do que se tratava), uma calcinha e um sutiã rosa perdidos no meios dos cobertores...

Ahhh tinham umas manchas muito estranhas pela cama... Mas deixa isso prá lá...

Não sei o que rolou e nem vou procurar saber... Tive medo de alguma coisa mais grave ter acontecido, mas a imagem do sutiã e da calcinha, já me bastam prá satisfazer a curiosidade....




quinta-feira, 8 de março de 2012

Um cardume de sardinhas nas ruas...


Que vidinha de doido que a gente leva... Dia desses tava andando na rua e percebi que somos como as sardinhas, andamos em bandos e pela quantidade de gente que existe nesse nosso planeta tá cada vez mais difícil andar por pelo menos 200 metros sem ter que desviar de alguém ou dar de encontro com outro alguém.
Engraçado que no transito a gente se comporta dessa forma, é bem fácil notar que os grandes congestionamentos das ruas são todos feitos por blocos de pessoas em seus automóveis que insistem em andar grudados, mas o engraçado é a forma como as pessoas fazem esse tipo de coisa sem perceber que fazem, e num dado momento quando precisam ir mais rápido, ou mudar de direção (de grupo, diga-se...) causam as maiores insensatezas do mundo...

Por exemplo, um caboclo vem aqui pela sua mão esquerda, respeitando o limite moral de 90 km por hora na marginal (limite moral sim, o legal é 70 km por hora.. Mas vai andar lá na marginal a 70 km por hora prá ver...), lá no seu subconsciente, mesmo de saco cheio, louco prá chegar logo em casa, ele segue o comboio e isso se torna uma situação tão confortável (láááááááá no subconsciente, viu...) que quando chega o acesso prá ele subir a maldita ponte que o leva ao seu maldito lar, doce lar... Lá vai ele, metendo o carro prá cima de todo mundo, buzinando, xingando e tudo mais que só os nossos queridos habilitados nacionais conseguem fazer na maior certeza de estarem certos.

O pior é que o brasileiro é tão fanático por carro que gradualmente vai inserindo isso nas calçadas da cidade, já, já o povo que gosta de andar com aqueles fones de ouvido enoooormes (costumo chamar de orelhas de mickey...) Vão implantar umas setas prá poderem se sentir mais no transito ainda...

E agem como se fossem motoristas num transito do diabo em plena calçada... Semana passada resolvi dar uma volta pela Rua Voluntários da Pátria, até prá fazer uma hora e não pegar um busão muito lotado e to eu lá... Pleno verão, tipo turista olhando os artigos nas lojas e nas calçadas, e claro, olhando a mulherada que no calor fica daquele jeito.

Já tem uns anos que brado aos quatro ventos que o melhor remédio prá problemas de vista é o calor... Se vê cada delícia andando com quase nada.. E também tem as que usam quase nada e também tem quase nada prá gente ver... Sem falar no bom senso, o povo sai de casa vestido em cada traje que nem te conto, alguns parecem panetones enfiados em roupas de plástico, outros se parecem com colchões amarrados pelo meio. E numa lembrança prá lá de assustadora, um colchão amarrado pelo meio roxo e amarelo com um turbante que lembrava o cabelo da Marge Simpson... Mas deixa isso prá outro post, numa outra hora.. brrrrrrrrrr...

Bom, to eu lá... Olhando a vista, quando vi uma camisa polo muito legal, desviei o caminho e fui em direção da loja, vinha um cara na outra faixa (ahh!!! Vou chamar assim mesmo, hahauahuuhauhauha) e passou por mim igualzinho um motoqueiro enfurecido, olhou de lado, gesticulou, disse umas coisas que não consegui ouvir e só não me xingou por que a proporção "eu X ele" era gritantemente a meu favor.., e passou gesticulando... Ai falei bem alto.. Ai motoboy, esqueceu a moto em casa... Ai o sujeito saiu em disparada (quase que eu digo acelerando, hauhahuauhauhauhuhauha)... O que fez com que o povo em volta desse algumas risadas da postura dele.

Olhei a camisa e nem pensei em comprar, tava só fazendo hora.. Sai da loja botei o pé na calçada... E olha quem vem bem na minha direção... Certeza que era a mulher do cara de antes... A mulher deu uma freada tão brusca que os peitos dela balançaram por pelo menos uns 40 segundos... Me olhou com a maior cara de raiva do mundo e só faltou me chamar de barbeiro e perguntar onde foi que eu tirei a habilitação... E igualzinho o calçada-boy saiu latindo prá todo lado.

Foi ai que tive a visão de que o povo anda em blocos, eles vão se agrupando, agrupando, agrupando e num determinado momento um muda de direção e vai quase todo mundo junto, andam como se estivessem em plena avenida. E como eu tava fazendo nada, com tempo prá gastar. Tomei a decisão...

Vou causar nesse povo...

Sai fritando... Andando rápido e cortando todo mundo, não dei passagem prá ninguém e ainda fiquei com cara de bravo (como se isso fosse difícil prá mim, uhauhauhauhauhauha)... Já adquiri status de louco do volante e as pessoas a minha volta iam se agrupando e indo para os lados. E elas iam e eu, claro, ia também... Acuei bem uns 15 um pouco antes da Voluntários cruzar com a Dr. César e o grupo todo descambou pro outro lado da avenida e eu atrás, tipo Hot Pursuit.. Eles aceleravam eu também.. Freavam eu também, tipo fazendo a vez de cachorro pastor...

Num determinado momento havia uma senhora com um pouco mais de idade que o geral grupo, e como sua lataria já não tava mais em condições de disputar uma corrida, (pelo que vi, tava isenta do IPVA também...) Resolveu fazer barreira prá que eu não ultrapassasse e o grupo se distanciasse do meu assédio, ledo engano mon amour, dei a volta pelo canteiro e já desemboquei na cola das sardinhas (louco do volante??? Adorei o título, uhauhauhahuauh) deixando a pobre senhora prá traz.

Perseguir 15 pessoas aos mesmo tempo, numa rua movimentada e ainda mais no contra fluxo não é atividade prá amadores, nenhum deles conseguiu fugir do meu encalço e levei-os até a boca da Avenida Cruzeiro do Sul e de lá, desviei subindo a avenida e deixei todos eles em paz prontos prá atravessar a rua em direção ao terminal urbano...

Dei uns 15 ou 20 passos e olhei prá traz... Sem brincadeira os 15 estavam ofegantes e olhando na minha direção como se me odiassem, mas não tinham a menor idéia de porque... Foi a glória, hehehehehehehehe....