sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O dia em que o ateu caiu no samba



Pois é... Uma das piores coisas que você pode fazer pela sua vida é dever “favor moral” prá alguém, e assim sendo, pode ter certeza que uma hora ou outra vão te colocar numa situação difícil de explicar...

Minha amiga Elvira, é um docinho, um ser humano de bondades e virtudes épicas, daquelas que dá vontade de ter por perto 24 horas por dia!!! Mas veja lá... Tá sempre me ouvindo, aturando e essas coisas...

Até que um dia me convidou prá ir num lugar especial. Bom, não tinha como negar, afinal somos amigos e tals, resolvi ir e numa quarta-feira, depois das 19 horas. Lá to eu na esquina, esperando por ela e por seu marido, que assim que chegaram, fomos ao tal lugar especial. Tchan, tchan!!! Me vi em pé, perplexo, dentro de um centro de umbanda...

Olha, apesar de eu ser ateu, não tenho nada contra as religiões das pessoas e muito menos em como cada um pratica a sua fé... Mas até eu ir num lugar de pratica religiosa é outra história.

Me lembro que há muito tempo atrás, no auge da minha inocência, eu trabalhava prá um cara que não valia nada, era o rei da putaria e das bebidas baratas, mas depois de um tempo passou a reclamar que tava falindo, que o dinheiro tava curto, empresa indo pro buraco e tals.

Um dia me chamou prá ir num lugar onde tinha uma mulher prometia coisas muito além da imaginação humana, e eu, jovem, inocente, solteiro e no ápice da testosterona já pensei:

Opa, putaria na conta do patrão, kkkkkkkk

Passei a noite em claro, imaginando as proezas que eu ia fazer na casa de tolerância, visualizei ruivas, morenas, japonesas, russas e suecas nuas desfilando, gemendo e fazendo aquele monte de coisas que deixam um homem beirando um enfarto.

Imagina minha decepção quando chegamos lá e ao invés de uma distinta casa de “tolerância, me deparei com uma mulher que jogava búzios, cartas e essas coisas e que tava visivelmente tomando o dinheiro dele, que ele já alegava não ter, além da mulher ser feia que nem o satanás e de não ter nem servido um “trem prá nóis bebe”... e nada de desfrute...

Só aquela tal de mãe Diná, num blá, blá, blá sonifero e acredite, depois de um tempo tomou conta dos programas de televisão e isso só fez aumentar meu ódio por ela...

Bom voltando, fui no centro de umbanda com a Elvira e confesso, que encontrei pessoas divertidíssimas lá, demos altas risadas e em cinco minutos eu já era de casa, foi quando começou o baticum.

Virge Maria, aquela batucada, dá uma grau no animo da gente, algo equivalente de ir num show do Sepultura no auge da carreira, aquilo vai tomando conta, fazendo o sangue ferver e quando você se dá conta, já tá lá (adoro escrever já tá lá... kkkkkkk), batendo palma, tentando cantar sem nem saber a letra e o melhor de tudo, tentando fazer um solo num atabaque sem nem saber do que se trata...

Bora combinar que não é minha praia, mas que o negócio tava bom, isso tava, dizem que além de participar fervorosamente da parada toda, eu bebi, dei conselhos e até arrisquei uns passos de dança em meio ao frenesi das batidas...

Eu não lembro de nada disso não, mas dizem que foi assim... Sei lá... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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